Community
Cruz Vermelha Americana: os 275 mil voluntários por trás da resposta a desastres e do estoque de sangue do país
Clara Barton fundou a Cruz Vermelha em 1881. Hoje, os voluntários são mais de 90% da força de trabalho.
Por The Pennygood team · Jun 2026 · 4 min de leitura

Quando um furacão tira milhares de pessoas de casa, quem distribui cobertores, prepara refeições e mantém os abrigos de emergência funcionando, na maioria das vezes, não são funcionários pagos. Na Cruz Vermelha Americana, os voluntários representam mais de 90% da força de trabalho — quase 275 mil pessoas em todo o país. São eles que permitem que uma única organização chegue a desastres de norte a sul, muitas vezes em questão de horas.
Essa estrutura tem origem em uma fundadora determinada e em um modelo trazido da Europa.
A ideia de Clara Barton, trazida de uma guerra
Clara Barton e um pequeno grupo de conhecidos fundaram a Cruz Vermelha Americana em Washington, D.C., em 21 de maio de 1881. Barton conhecera o movimento internacional da Cruz Vermelha, de raízes suíças, quando esteve na Europa depois da Guerra Civil dos Estados Unidos. Ela voltou para casa e fez campanha tanto por uma filial americana quanto para que os Estados Unidos ratificassem a Convenção de Genebra, que protege os feridos de guerra — o que aconteceu em 1882.
Ela liderou a organização por 23 anos. Nesse período, a Cruz Vermelha realizou suas primeiras ações de socorro no país e no exterior e prestou apoio às Forças Armadas dos Estados Unidos durante a Guerra Hispano-Americana. A organização recebeu sua primeira autorização do Congresso em 1900 e uma segunda em 1905, ano seguinte à aposentadoria de Barton — um vínculo federal que ainda hoje molda seu papel.
Duas missões: desastres e sangue
A maioria das pessoas imagina a Cruz Vermelha em meio a desastres, e esse trabalho é constante. Em 2024 — ano em que os Estados Unidos registraram 24 desastres climáticos e meteorológicos distintos com prejuízos acima de um bilhão de dólares, o segundo maior número já registrado —, os voluntários da Cruz Vermelha serviram mais de 7 milhões de refeições e lanches, quase o triplo da média dos últimos cinco anos da organização. Eles atuaram sem parar em furacões como o Helene e o Milton, além de enchentes e incêndios florestais, e ajudaram em ações de socorro a 16 desastres climáticos no exterior.
Menos visível é o trabalho com sangue. A Cruz Vermelha Americana fornece cerca de 40% de todo o sangue do país, coletando de doadores voluntários e distribuindo para hospitais. Boa parte dessa operação também é tocada por voluntários: pessoas que recebem e fazem o cadastro dos doadores nas campanhas, e especialistas em transporte que levam os produtos de sangue até hospitais próximos. É uma operação grande, com muita logística, que funciona em silêncio entre as emergências que ganham as manchetes.

Como funciona o voluntariado na prática
As funções dos voluntários são variadas e bem concretas. Algumas pessoas são deslocadas para abrigos em áreas de desastre; outras atuam na própria cidade como anfitriãs nas campanhas de doação de sangue ou como motoristas. Muitas começam fazendo os treinamentos e certificações da Cruz Vermelha em RCP, primeiros socorros e segurança na água — habilidades úteis muito além de qualquer plantão. A organização tem classificação de quatro estrelas e nota geral de 93% do avaliador de instituições de caridade Charity Navigator, que analisa transparência e finanças.

Se você quiser apoiar a Cruz Vermelha diretamente, faça isso pelos canais oficiais dela. É possível doar em redcross.org/donate ou ligando para 1-800-HELP NOW (1-800-435-7669), e você encontra vagas de voluntariado em redcross.org/volunteer. Doações de qualquer valor e algumas horas do seu tempo alimentam a mesma missão.
Uma observação sobre este blog: o Pennygood (pennygood.me) é uma plataforma para apoiar pessoas que fazem o bem no dia a dia — o voluntário da sua rua, quem organiza ações no bairro — com pequenas contribuições mensais, e não grandes instituições. A Cruz Vermelha Americana não está no Pennygood e não tem nenhuma afiliação com ele. Mas, se você é alguém que faz o bem de forma discreta na sua própria comunidade, pode criar a sua página em pennygood.me.